segunda-feira, 26 de abril de 2010

Maranhão - hidrografia

A hidrografia do litoral ocidental apresenta diração NE/SW e drena uma região relativamente plana. Os rios maranhenses procedentes das chapadas apresentam características distintas dos demais rios nordestinos pelo seu caráter perene. Esses rios, entre os quais o Rio Itapetinga, Rio Pericumã, Rio Gepuba, Rio Uru, Rio Cururupu, Rio Cabelo de Velha e Rio Anajatuba tem seus mananciais em zonas de pluviosidade entre 2250mm a 2000mm anuais. Apresenta alguns trechos navegáveis mesmo no período de vazante (Foto 3.1).

A ação e influência das marés salinas com regime semi-diurno alcançam amplitudes de macromarés (>4m) cuja a penetração das marés através dos estuários é variável. A área da APA das Reentrâncias é drenada pelas baias de Cumã, Cabelo de Velha, Capim e dos Lençóis.

A bacia do Rio Pericumã que desemboca na baia de Cumã, ocupa uma área de 4.500km² (SEMA. 1997) situada no interior da Baixada Maranhense. No intuito de minimizar a penetração da água salina e facilitar a navegação foi criada a Barragem do Pericumã pelo DNOS.

O sistema lacustre é notadamente importante na baixada do Rio Pericumã e do Rio Uru (Foto 3.2). Observa-se uma extensa área alagada cujo o volume de água está ligada a sazonalidade pluviométrica, no entanto, uma grande área permanece alagada por todo o ano. Essas áreas são utilizadas para fins agropecuários, piscicultura e obras de irrigação.

No município de Guimarães, o Rio Tororoma apresenta uma área represada de 450m² sendo que o ponto de maior profundidade atinge 1,20m. A água apresenta cor escura, temperatura de 29ºC a 0,30m de profundidade e velocidade da correnteza de 0,58m/s. A vegetação é caracterizada pela presença de buritizal, vitória-régia (mururu) (Foto 3.3).

O igarapé Patacaia separa o município de Guimarães de Cumã e apresenta uma largura de 56m onde foi realizado um perfil transversal. O igarapé apresenta ao longo de suas margens vegetação de mangues.

A praia de Aruoca apresenta sedimentos arenosos constituídos de quartzo, pequenas quantidades de minerais pesados e uma grande quantidade de seixos e matacões de lateritas de forma arredondadas a subarredondadas (Foto 3.4). Apresenta dunas de aproximadamente 20 metros de altura acima do pós-praia. Observou-se várias edificações, (inclusive em alvenaria) sobre as áreas de dunas.

A praia de Cumã era constituída de areia quartzosa até meados de 1962 (conforme relato dos pescadores). Nos últimos anos tornou-se área de mangue, onde está sendo construída uma estrada não pavimentada de direção (AZ 310º) para facilitar o transporte dos pescadores. As modificações naturais do ambiente demonstra a dinâmica oceânica presente na área.

Texto extraido: http://www.amazoniamaranhense.com.br/paghidrografia.html